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Muitas coisas e um Pássaro

par Joaquim Pais de Brito, présenté par Fabienne Wateau

Sextante Editora, Porto, 2017, 252 p.

Pode um livro de um cientista ser retrato de paixão pelo mundo e suas gentes? Pode um livro de grandes ideias descer aos pequenos detalhes da vida de um homem e fundar neles um destino de estudo e ensino? A resposta é: SIM. Neste livro, o antropólogo Joaquim Pais de Brito é convidado a abordar o seu percurso profissional, a partir de cinco motivos : um desenho, uma imagem, um texto, um objeto, um som. Fala-se então apaixonadamente de teatro, de literatura, de etnografia, de museus, de exposições, de alunos, do Portugal rural e urbano, do cantar do carro de bois, de fado... E de motivações, escolhas e, também, acasos que o conduzem a refletir, enquanto antropólogo, sobre questões de museologia, formação e conhecimento. No caminho surge-nos um pequeno pássaro intrometido que o acompanha há muitos anos, e que gosta de participar nessa reflexão.

Conversas conduzidas por Ana Santos, Aparecida Vilaça, Fabienne Wateau. Apresentação e Organização de Fabienne Wateau

Joaquim Pais de Brito é professor emérito de Antropologia do ISCTE-IUL. Foi diretor do Museu Nacional de Etnologia durante 22 anos.

couv ehess2017

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Jouer, danser, boire : carnets d'ethnographies musicales

par Jean-Michel Beaudet

Éditions de l'EHESS, Paris, 2017

Ce livre est constitué d’un ensemble de brefs récits donnant un éclairage sur la relation ethnographique. Les musiciens, chanteuses, danseurs d’Amazonie et d’Océanie offrent leur propre musicologie, mais tressent aussi avec l’ethnologue des anthropologies renouvelées. On peut donc percevoir dans l’esquisse d’une anthropologie sensuelle et engagée, sonore et mouvementée, des propositions pour une anthropologie du plaisir.
Si le ton est libre, le propos s’inscrit dans une anthropologie de facture classique. Dans la lignée d’un Pierre Clastres, l’auteur observe et analyse la diversité des cultures. Cette ethnologie s’ancre par ailleurs dans l’actualité perturbée des communautés autochtones (infiltration du capitalisme ; intrusion missionnaire). L’ouvrage montre alors qu’il est possible d’étudier, d’une part, des schèmes culturels anciens et, d’autre part, des luttes ou revendications liées aux transformations du présent.

couv Toure

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Touré le Farceur. Chantefables zandé

édité par Margaret Buckner

Karthala, Paris, 2017, 420 p.

Sont ici présentés trente-six récits représentatifs d’un corpus de plus de six cents (publiés et inédits), issus de différentes régions du pays zandé (République Centrafricaine, Soudan du Sud et République Démocratique du Congo) et recueillis à différentes époques (entre 1920 et 1988).

Les enregistrements, dont les transcriptions apparaissent dans le livre, peuvent être écoutés en ligne : http://archives.crem-cnrs.fr/archives/collections/CNRSMH_E_2016_041_001/

couv dancaremosDançaremos até o amanhecer: uma etnologia movimentada na Amazônia

par Jean-Michel Beaudet, avec la collaboration de Jacky Pawe, traduit par Leonardo Pires Rosse

Editora da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017, 200 p.

Na grande Amazônia e nas terras baixas da América do Sul, os repertórios antigos são dançados com os pés paralelos ao chão e o olhar voltado para a frente ou para baixo. Dança-se em grupo, e os dançarinos, em geral, seguram-se entre si, de modo a constituir formas que variam de uma cultura e de uma dança para outra. Entre muitos povos, os dançarinos desenvolvem percursos coreográficos complexos, geradores de sentido e de transformações cosmológicas. Esta obra dedica-se às danças dos wayãpi do Alto Oiapoque, na Guiana Francesa, propondo o primeiro estudo aprofundado de uma cultura coreográfica amazônica e esboçando algumas comparações em escala continental. Aborda essas formas estéticas contemporâneas da perspectiva dos próprios dançarinos, restituindo a riqueza de um encontro etnográfico de longa duração e o amadurecimento de um trabalho de escrita que se estende desde então.